foto de Tatiana Duarte
foto de Tatiana Duarte
A construção poética opera como tecnologia ecológica para a percepção do mundo. Integrando espaços e ambientes ocupados por humanos e não-humanos, a produção problematiza a centralização humana nesta perspectiva e busca o deslocamento deste lugar de domínio para reconfigurar a compreensão sobre o meio. Os eletrosseres surgem como interlocutores e constituem a possibilidade de interação entre o não-humano e o mundo, onde a diferença opera como motor das relações.
O uso de Arduino, sensores, tradução de sinais biológicos em som e projeções permite a construção de formas técnicas abertas, sem mediações fixas. Profanar dispositivos constitui a estratégia de trabalho, afastando as formas definitivas e valoradas da produção artística focada em produtos e objetos. O exercício de fuga abre caminhos para resistir aos modelos hegemônicos, criando a diferença. A montagem técnica não atua como fim, mas como meio de questionar a obediência dos objetos. O ato de manipular circuitos subverte a lógica do consumo e do descarte de dispositivos tecnológicos.
O humano atua como meio dentro de um sistema aberto e mutável. A proposta dispensa o mundo dado e cansado de trilhar caminhos preestabelecidos em favor de uma reflexão sobre a sociedade atual. O trabalho propõe um olhar sobre a natureza, compreendida como campo híbrido onde as relações humanas e eletrônicas se entrelaçam para dar espaço ao que ainda carece de nome.
A poética estende a investigação sobre ecoontologias ao criar dispositivos capazes de traduzir a atividade elétrica de plantas em variações sonoras. A calibração técnica de circuitos para esta tradução biológica torna a matéria orgânica e a sintética parceiras na construção da obra. O processo resulta em instalações que tensionam a fronteira entre dispositivos tecnológicos e a vida biológica. O foco reside em desmontar a hierarquia entre o vivo e o não-vivo. Profanar tecnologias cotidianas e montar eletrosseres aponta para novas formas de habitar os espaços da rede e da terra. A matéria, quando ativada por circuitos, deixa de ser objeto para se tornar sujeito de uma interlocução política entre organismos e sinais elétricos.
2025
Exposição: Falo de Erotismo - DECURATORS, na DECURATORS – espaço de microcuradorias, Brasília/DF, data: 01/02/2025 à 01/03/2025 com curadoria de Suyan de Mattos;
Exposição coletiva EmMeio #17 no Museu Nacional da República (Brasília/DF) com curadoria de Suzete Venturelli;
2024
Evento coletivo Coordenadas de Guardanapo em vários locais da cidade de Brasília e Alexania-GO com curadoria de Karina Dias e promovido pelo PPGAV-UnB
Exposição coletiva EmMeio #16 no Museu Nacional da República (Brasília/DF) com curadoria de Malu Fragoso, Suzete Venturelli e Tania Fraga;
Exposição: Falo de Erotismo - Festival Mix Brasil, na Ocupação Artemísia/NaUapi, São Paulo/SP, data: 15/11/2024 à 24/11/2024 com curadoria de Suyan de Mattos;
Exposição: Falo de Erotismo - EventoObra 100 Limite, na Casa NaUapi, São Paulo/SP, data: 07/12/2024 à 21/12/2024 com curadoria de Suyan de Mattos;
2023
Exposição coletiva ONDE A CIGARRA CANTA na galeria Espaço Piloto UnB (Brasília/DF), data: 29/11/2023 à 03/12/2023 com curadoria de Nivalda Assunção;
Exposição III Mostra MIZURA, relizada em 6 de novembro, na Escola Estadual Quilombola Foz do Rio Pirativa (Macapá/AP), com curadoria de Nau Vegar.
Exposição Mundos (Im)possíveis do X CoMA - Coletivo em Artes Visuais [Outros Mundos Possíveis], realizada no período de 03 a 24 de novembro, na galeria Espaço Piloto na Universidade de Brasília (UnB).
Exposição coletiva EmMeio #15 no Museu Nacional da República (Brasília/DF) com curadoria de Malu Fragoso, Suzete Venturelli e Tania Fraga e expografia de Tania Fraga;
Exposição coletiva extas’e.1 (exposição de trabalhos em arte sônica) na Cal – Casa de Cultura da América Latina - UnB (Brasília/DF), com curadoria de Antenor Ferreira e Ianni Luna.
2022
Exposição coletiva: EmMeio#14 na Galeria Térreo do Museu Nacional da República (Brasília-DF) com curadoria de Malu Fragoso, Suzete Venturelli e Tania Fraga e expografia deTania Fraga;
Exposição individual: Desenquadradar na Casa Pedro Wayne (Bagé-RS), com curadoria de Ana Hoeper;
2021
Exposição individual: Poéticas do Banal na Galeria Nômade da Editora Nômade (Pelotas-RS), com curadoria de Tatiana Duarte;
Exposição individual: No meio do caminho havia na Galeria Brecha do Coletivo Engasga Gato (Pelotas-RS), com curadoria de Mateus Folha e Luiza Alves;
Exposição coletiva: III Deslocc As Paisagens Cotidianas: Paisagens a Domicílio (PPGAV/UFPel - Pelotas-RS), com curadoria de Eduarda Gonçalves;
2020
Exposição coletiva : 2ª Edição do Festival Internacional de Performances Mínimas Urbanas (Confinadas) en Vídeo organizado por Elia Torrecilla, com a colaboração de Miguel Molina, e co-criação de Domingo Mestre e Janice Appel, coordenadora do Núcleo de Exposições e da Galeria Espaço Incomum (Espanha);
Exposição coletiva: CONTATO: 1º exposição internacional de arte portal da Galeria Vertical (Pelotas-RS) com curadoria de Mateus Folha e Luiza Alves;
Exposição coletiva: 5ª edição da Fresta: Mostra de Audiovisual Experimental (ILA/FURG - Rio Grande-RS) com organização de Ana Maio, Marcelo Gobatto, Munir Klamt e Laura Cattani;
Exposição coletiva com o Coletivo Nômade: Mostra Virtual Internacional, vinculada ao IV Seminário Internacional de Ensino da Arte (UFPel) com curadoria de Daniel Higa, Gabriela Cunha e Karina Nascimento;
Exposição coletiva: 59th Tamra Cultural Festival International Cultural Exchange COVID 19 & HUMAN international photo exhibition (Coreia do Sul);
2019
Exposição coletiva: 46º Feira do Livro da FURG;
Exposição coletiva: 4º Edição da Fresta - Mostra de audiovisual, promovido pela FURG;
2018
Exposição individual: Palco de Feiras nas Colônias na Galeria Virtual Olhar do Outro com curadoria de Tatiana Duarte;
Exposição coletiva: 3º edição da FRESTA - Mostra de audiovisual, promovida pela FURG;
2017
Exposição coletiva: DESLOCC as paisagens cotidianas, PPGAVI/CA/UFPel;
2016
Exposição coletiva: FRESTA mostra Audiovisual, promovida pelo curso de artes visuais da FURG.